sexta-feira, 2 de julho de 2010
saudades.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
finalemente.
- Já se conhecem né? – mamãe disse, como ela sabia? Ai, ela queria me falar que o Charlie seria meu professor. –bom, vamos deixar vocês dois se entenderem, espero.
- Por que não me disse que seu nome era Charlie? Por que não me disse que você ia ser meu irmão? Por que me beijou?
- Eu não sabia que você era minha irmã até antes de você ir pra Miami com seu pai, perguntei pra sua mãe como você era, ela me mostrou uma foto sua, logo reconheci seus olhos, e as férias inteiras você trocando e-mails comigo, falando comigo no telefone, é demais pra mim, não deu outra, me apaixonei intensamente por você. Desculpa.
- E você acha que eu só me apaixonei por você depois de falar com você nas férias? Foi quase amor à primeira vista. Só que não tenho mais certeza disso agora que eu sei quem você é Charlie... Holmes... Isso dá na mesma.
- Quer dizer que por eu ser o filho do teu padrasto eu não posso namorar você?
Eu não tinha o que dizer, eu era maluca por ele, mas namorar o meio-irmão jamais daria certo, ou daria? Viver na mesma casa, sei lá... Parece ser muito estranho aos dezesseis anos, incluindo o fato de dividir o quarto com ele, essas coisas. Saí correndo para o meu quarto, sabia que minha solidão não duraria muito, afinal ele estava dormindo no mesmo quarto comigo, era mais estranho pensar nisso depois de tê-lo beijado. –e que beijo.
Minhas crenças de que ele iria dormir no meu quarto estavam erradas, acordei cedo no outro dia, estava morrendo de fome, quando desci fui até a sala ligar a TV, lá estava ele deitado no chão, com a cabeça em uma almofada, todo encolhido de frio, subi novamente, peguei um cobertor pra ele, e o cobri assim que voltei. Mas quando o cobertor tocava seu corpo, ele despertou, fiquei super sem graça; ele se sentou no chão e começamos a conversar.
- Por que não dormiu na sua cama? –será que era uma pergunta que uma puta faria?
- Por respeito a você, seu espaço.
- Sabia que você podia dormir no sofá que é menos duro que o chão?
- Sabia, mas essa foi parte da minha punição por ter te escondido a verdade todo esse tempo.
- Não se culpe por isso... Mas como assim ‘parte da punição’? Dormir no chão não basta? –ele riu com a piada, mas logo ficou sério.
- Falei com meu pai ontem à noite, e disse que era melhor pra você que eu fosse morar com meus avós, e que... –eu o cortei.
- Eu não quero! Eu quero que você fique aqui comigo. Por favor.
- E pra onde foi toda a raiva que você sentia por mim há 12 horas atrás? Tem que estar em algum lugar.
- Eu também não sei onde foi parar, mas eu te garanto que eu não quero mais encontra-la.
Não agüentei, assim que terminei de falar, o beijei. Nossos pais acordaram com nossa conversa, e nos viram aos beijos. Nada mais importava, mamãe estava com Steve, e eu estava com o Charlie. Sim, minha mãe e eu temos um excelente gosto. HAHAHA.
As férias de verão iam embora, mas minhas lembranças permaneceriam comigo eternamente.
Capítulo 7
Os preparativos do casamento estavam simplesmente perfeitos, e cada dia que eu passava com ele não tinha hora pra acabar. Calma, calma, eu não ia me casar, mas minha mãe ia, e eu continuava com o Charlie. Papai também estava namorando, a namorada dele era um amor de pessoa, a melhor madrasta que alguém pode querer, mas segundo o Charlie, a melhor era a dele. É estranho você ser ‘filha’ do seu sogro, mas a gente releva afinal ele era o máximo.
Nunca vi minha mãe tão nervosa quanto naquele dia, a nervosinha mais linda do planeta. Eu ia levá-la até o altar, então também estava super nervosa, é minha cara cair no meio da igreja. Estavam todos ali, as duas famílias, o papai e sua namorada, a mãe do Charlie, seu marido e o filho de cinco anos. Literalmente todos.
Já na festa, organizada por mim e pelo Charlie, sem que minha mãe soubesse, e bancada pelo Steve e pelo meu pai, todos dançavam. Até que o Kevin –sim, ele também estava lá –resolveu subir no palco e dar um recado:
- Bom, para começar eu queria dar os parabéns aos noivos, minha ex-sogra, que por sinal foi a melhor sogra do mundo pra mim, agora é a melhor do mundo para o Charlie, e ao Steve, que é um cara gente boa. Mas eu não subi até aqui só pra isso, aproveitando o clima de casamento, noivado, namoro, essas coisas, eu queria chamar ao palco duas pessoas: Beck e Lizzie. Fica tranqüilo Charlie, ela te ama. Você fala Liz?
- Bom, oi gente. Queria aproveitar também e dar os parabéns para a minha mãe. Que sem ela pra me apoiar eu não seria nada, e também ao meu sogro/padrasto. Agora, à um super pedido do Kevin, eu queria falar pra Beck: Beck, você quer namorar com o meu ex? –sim, só ouviam-se risadas, comentários, choros, de tudo um pouco.
- Por que o Kevin não perguntou? –Beck queria saber.
- Porque estou sem palavras. –ele disse.
- Então cala a boca e beija. – puxou ele pelo terno e se beijaram, todo mundo aplaudiu, mas eles ficavam lindos juntos... Muito perfeitos.
Charlie subiu ao palco, segurou a minha cintura e me beijou também, logo todos os casais ali presente (acreditem, não eram poucos) estavam se beijando também, até o vovô e a vovó, foi bem estranho ver aquilo, mas foi lindo.
Bom, Beck e Kevin desceram do palco e a Ctrl Z com uma participação especial do meu namorado/irmão/professor de música tocamos a música de quando minha mãe conheceu o Steve, ela não sabia que a gente conhecia essa música e íamos tocar pra eles, nunca vi minha mãe tão emocionada quanto naquele dia, até eu chorei enquanto cantava.
Apesar de cada rolo, cada sofrimento, cada beijo, cada história, cada música, todos sabíamos que estávamos felizes, eu com o Charlie, minha mãe com o Steve, papai com a namorada, Kevin com a Beck, a mãe do Charlie com o namorado... E quem não estava com ninguém sabia que uma hora ou outra, mais cedo ou mais tarde, sabiam que iam encontrar alguém que ficariam pra sempre ao seu lado... Até que a morte os separasse.
Fim. ♥
finalemente.
- Já se conhecem né? – mamãe disse, como ela sabia? Ai, ela queria me falar que o Charlie seria meu professor. –bom, vamos deixar vocês dois se entenderem, espero.
- Por que não me disse que seu nome era Charlie? Por que não me disse que você ia ser meu irmão? Por que me beijou?
- Eu não sabia que você era minha irmã até antes de você ir pra Miami com seu pai, perguntei pra sua mãe como você era, ela me mostrou uma foto sua, logo reconheci seus olhos, e as férias inteiras você trocando e-mails comigo, falando comigo no telefone, é demais pra mim, não deu outra, me apaixonei intensamente por você. Desculpa.
- E você acha que eu só me apaixonei por você depois de falar com você nas férias? Foi quase amor à primeira vista. Só que não tenho mais certeza disso agora que eu sei quem você é Charlie... Holmes... Isso dá na mesma.
- Quer dizer que por eu ser o filho do teu padrasto eu não posso namorar você?
Eu não tinha o que dizer, eu era maluca por ele, mas namorar o meio-irmão jamais daria certo, ou daria? Viver na mesma casa, sei lá... Parece ser muito estranho aos dezesseis anos, incluindo o fato de dividir o quarto com ele, essas coisas. Saí correndo para o meu quarto, sabia que minha solidão não duraria muito, afinal ele estava dormindo no mesmo quarto comigo, era mais estranho pensar nisso depois de tê-lo beijado. –e que beijo.
Minhas crenças de que ele iria dormir no meu quarto estavam erradas, acordei cedo no outro dia, estava morrendo de fome, quando desci fui até a sala ligar a TV, lá estava ele deitado no chão, com a cabeça em uma almofada, todo encolhido de frio, subi novamente, peguei um cobertor pra ele, e o cobri assim que voltei. Mas quando o cobertor tocava seu corpo, ele despertou, fiquei super sem graça; ele se sentou no chão e começamos a conversar.
- Por que não dormiu na sua cama? –será que era uma pergunta que uma puta faria?
- Por respeito a você, seu espaço.
- Sabia que você podia dormir no sofá que é menos duro que o chão?
- Sabia, mas essa foi parte da minha punição por ter te escondido a verdade todo esse tempo.
- Não se culpe por isso... Mas como assim ‘parte da punição’? Dormir no chão não basta? –ele riu com a piada, mas logo ficou sério.
- Falei com meu pai ontem à noite, e disse que era melhor pra você que eu fosse morar com meus avós, e que... –eu o cortei.
- Eu não quero! Eu quero que você fique aqui comigo. Por favor.
- E pra onde foi toda a raiva que você sentia por mim há 12 horas atrás? Tem que estar em algum lugar.
- Eu também não sei onde foi parar, mas eu te garanto que eu não quero mais encontra-la.
Não agüentei, assim que terminei de falar, o beijei. Nossos pais acordaram com nossa conversa, e nos viram aos beijos. Nada mais importava, mamãe estava com Steve, e eu estava com o Charlie. Sim, minha mãe e eu temos um excelente gosto. HAHAHA.
As férias de verão iam embora, mas minhas lembranças permaneceriam comigo eternamente.
Capítulo 7
Os preparativos do casamento estavam simplesmente perfeitos, e cada dia que eu passava com ele não tinha hora pra acabar. Calma, calma, eu não ia me casar, mas minha mãe ia, e eu continuava com o Charlie. Papai também estava namorando, a namorada dele era um amor de pessoa, a melhor madrasta que alguém pode querer, mas segundo o Charlie, a melhor era a dele. É estranho você ser ‘filha’ do seu sogro, mas a gente releva afinal ele era o máximo.
Nunca vi minha mãe tão nervosa quanto naquele dia, a nervosinha mais linda do planeta. Eu ia levá-la até o altar, então também estava super nervosa, é minha cara cair no meio da igreja. Estavam todos ali, as duas famílias, o papai e sua namorada, a mãe do Charlie, seu marido e o filho de cinco anos. Literalmente todos.
Já na festa, organizada por mim e pelo Charlie, sem que minha mãe soubesse, e bancada pelo Steve e pelo meu pai, todos dançavam. Até que o Kevin –sim, ele também estava lá –resolveu subir no palco e dar um recado:
- Bom, para começar eu queria dar os parabéns aos noivos, minha ex-sogra, que por sinal foi a melhor sogra do mundo pra mim, agora é a melhor do mundo para o Charlie, e ao Steve, que é um cara gente boa. Mas eu não subi até aqui só pra isso, aproveitando o clima de casamento, noivado, namoro, essas coisas, eu queria chamar ao palco duas pessoas: Beck e Lizzie. Fica tranqüilo Charlie, ela te ama. Você fala Liz?
- Bom, oi gente. Queria aproveitar também e dar os parabéns para a minha mãe. Que sem ela pra me apoiar eu não seria nada, e também ao meu sogro/padrasto. Agora, à um super pedido do Kevin, eu queria falar pra Beck: Beck, você quer namorar com o meu ex? –sim, só ouviam-se risadas, comentários, choros, de tudo um pouco.
- Por que o Kevin não perguntou? –Beck queria saber.
- Porque estou sem palavras. –ele disse.
- Então cala a boca e beija. – puxou ele pelo terno e se beijaram, todo mundo aplaudiu, mas eles ficavam lindos juntos... Muito perfeitos.
Charlie subiu ao palco, segurou a minha cintura e me beijou também, logo todos os casais ali presente (acreditem, não eram poucos) estavam se beijando também, até o vovô e a vovó, foi bem estranho ver aquilo, mas foi lindo.
Bom, Beck e Kevin desceram do palco e a Ctrl Z com uma participação especial do meu namorado/irmão/professor de música tocamos a música de quando minha mãe conheceu o Steve, ela não sabia que a gente conhecia essa música e íamos tocar pra eles, nunca vi minha mãe tão emocionada quanto naquele dia, até eu chorei enquanto cantava.
Apesar de cada rolo, cada sofrimento, cada beijo, cada história, cada música, todos sabíamos que estávamos felizes, eu com o Charlie, minha mãe com o Steve, papai com a namorada, Kevin com a Beck, a mãe do Charlie com o namorado... E quem não estava com ninguém sabia que uma hora ou outra, mais cedo ou mais tarde, sabiam que iam encontrar alguém que ficariam pra sempre ao seu lado... Até que a morte os separasse.
Fim. ♥
quarta-feira, 9 de junho de 2010

Mas hoje, me sobrou um tempinho e resolvi falar de uma data que deve ser o foco nos blogs ultimamentes, mais enfim, quero expor minha opinião sobre ela também né.
Dia 12 de junho. O famoso Dia dos Namorados.
Conhecido pela maior parte da população brasileira (que eu conheço) como Dia dos Namorados, e por mim como Dia do Amor, é um dia que para muuuitos é revoltante (solteiros) e para outros (apaixonados), é meeeeeeega especial.
Eu nunca fui de dar muita importancia pra essa data. Nunca namorei sério, e nunca passei essa data, nem com um rolinho de 5º série. Sempre vi minha irmã, meus pais, meus tios e avós, se presenteando, e meu pai sempre me deu mimos esse dia, pra ter certeza que seria sempre dele. Mas nunca foi especial.
Eu ja gostei de varios meninos, mais nem sei se cheguei a amar. Na verdade eu até penso que é amor, depois que acaba, penso que era ilusão da minha cabeça. Mas esse é meu primeiro ano que vou passar apaixonadinha. Tenho o Lucas, meu rolo, quase namorado, ou sei lá que nome posso dar a ele. Só que não acho que seja necessario falar de nossa relação agora. Vou tentar focar no dia 12.
Esse ano tive uma ideia meio diferente pra esse dia. É o dia do amor, pra mim, então não acho que seja só pra comemorar com os namorados.
Como posso deixar de comemorar com minha familia, meu maior porto seguro. Aqueles que pode acabar tudo, pode acontecer as piores coisas, eles nunca vão me abandonar,. Eles me amam como eu sou, me aceitam assim, e não teria um porquê não comemorar o dia 12 com eles. Minha maior fonte de amor, de vida.
Jessye e Lika, minhas cachorrinhas, as coisas mais lindas e inspiradoras da minha vida, até hoje. Quando eu acho que nada mais ira dar certo, quando pra mim tudo esta perdido, quando minha familia não pode resolver meus problemas, elas veem, e com aquela lambida babada e nojenta, tiram toda a dor e o sofrimento. Nem que seja só naquele momento, elas aliviam o peso do mundo nas minhas costas. Elas fazem de mim uma eterna criança.
As loucas, revoltadas, palhaças, bestas, inuteis, aquelas que mais me humilham, mais me irritam, mais me fazem passar vergonha. As que me matam de preocupação, de orgulho. Minhas irmãs, amigas. Minhas tudo, tuuu-do. Não sei o que seriam sem elas, mesmo. Minha segunda familia, que ja fazem parte da primeira. Não tem como esquecer delas nesse dia, que pra mim, ja ta virando especial.
Meu chocolate, que me atura tooooo-dos os dias, frios e quentes, de TPM, ou de alegria. Não posso deixar ele de fora tadinho.
Enfim, acho que esse dia deveria ser menos consumista e mais verdadeiro, com sentimentos reais. Se você não tem namorado, passe com quem você ama, mais que tudo, mais que todos. Abrace, beije, presenteie, com emoções, com carinho, com tudo de melhor que você tem pra dar.
E se tiver namorado, aproveite, pois esse dia é mesmo especial. Só não esqueça de quem também faz parte de seu coração. Eles são para sempre e para tudo.
E mais que tudo, aproveite,. Ele pode ser só mais uma comum em sua vida, ou até o melhor do ano, da sua vida. Cabe a você saber fazer bom uso dele.
A tooooooodos que tiveram coragem de ler tuudo isso, um ótimo Dia do Amor pra vocês, isso tudo é muito lindo, e eu desejo, do meu coração, o melhor dia 12 de suas vidas.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
naõ me matem.
gente, tenho que ir, beeeijos meus delícias. ♥
terça-feira, 4 de maio de 2010
- Amiga, você tá com o cara mais badalado de todos, e corre atrás de um recém chegado na cidade? O que você tem na cabeça mulher?
- Se for o que eu estou pensando que é, não está na cabeça, e sim no coração. –eu expliquei.
- Calma, o Kevin quer falar com você.
- Tá.
- Oi gata. Adivinha só, o pessoal do time vai pra Miami jogar, maneiro né? A gente está pensando em levar as líderes de torcida, mas elas têm que fazer outra roupa, porque elas reclamam dos shorts curtos, elas falam que sobem muito, e sobe mesmo, eu reparei isso no outro jogo –ele nunca ia parar de falar de futebol? -, então a gente se encontra no jogo ta? Beijo, e ele vai ele chuta e é goooool! E o time vai ao encontro dele, yeah, ele marcou o gol da vitória, ele é o máximo, ele é tudo de bom, ele é o Kevin! –desligou. Na minha cara, e só falou de futebol, odeio isso.
Capítulo 5
Os dias se passavam cada vez mais devagar. Eu não sabia o que era pior: passar meus dias com a Sofia, ou ter que passar os dias com o Kevin. Ou, também, ter que agüentar o meu pai falando de umas coisas aí que nem valem à pena comentar.
Era o grande dia, o dia que o Kevin chegaria, junto com as meninas, e o Holmes. Eu já sabia que Beck ia falar tudo e mais um pouco pra mim sobre o Holmes, afinal, ela que ‘conheceu’ ele primeiro, mas ela não tem nada do que reclamar conheceu e me apresentou porque quis. Nada como poder estar perto das amigas, do namorado, e do professor de música, no meu caso pelo menos não tem nada melhor que isso.
Liguei para o Kevin, perguntar umas coisas que eram de meus interesses, e consequentemente, do interesse da Sofia.
- Gata, você tem que ir ao jogo hoje, o sogrão vai saber onde te levar, e leva suas amigas gatinhas pra me verem também, quem sabe elas peçam autógrafos pra mim, afinal, sou o melhor.
- Ok amor, o Holmes, a Beck e a Bia vieram também? –perguntei de todos, mas queria saber apenas do Holmes.
- Aham, os três vieram juntos, as meninas só vieram porque são as líderes de torcida mais lindas do mundo, você devia ser líder de torcida. –ele AMA líderes de torcida.
- Já disse que não quero ser. –pára de encher o saco. O que ele tinha na cabeça? Uma bola de futebol?
- Tá legal ‘presidente do grêmio’. Te vejo no jogo hoje. Tchau delícia minha. –vou ensinar esse viciado em futebol a ter educação, pelo menos com a própria namorada.
Eu pensava à todo momento em muitas coisas: se valia mesmo a pena correr atrás do Holmes, pensava se valia mesmo a pena terminar com o Kevin, lembrava da mamãe, do Steve, do Charlie... Será que mamãe estava triste comigo? E será que o Steve ainda ia querer ela com a filha que ela tem? Será que o Charlie ia gostar de mim? Ai, todas essas perguntas podia, ter uma resposta, ia facilitar bastante, mas não, elas tinham que ficar se repetindo na minha cabeça, não é? Ah, e ainda tinha o fato de eu estar com medo da Sofia dar em cima do Kevin e do Holmes, principalmente do Holmes. Ah, morri.
- Olá Lizzie querida. –puxa saco dos infernos, essa era a Sofia falando. -você vai ao jogo contra Los Angeles não é? Me leva junto? Eu ia adorar conhecer seus amigos, conhecer meu cunhado –cunhado? –porque eu te considero minha irmã, ou seja, seu namorado é meu cunhado.
- Ah, entendo. Eu vou sim, meu pai te leva também. –será que era uma boa idéia?
Já estava quase começando o jogo, quando vi uma pessoa perfeita vindo em minha direção, era o Holmes. Meu coração bateu mais forte quando o vi, não sei explicar ao certo, só sei que era quase surreal.
- Oi Holmes. –disse toda envergonhada.
- Ai, esse que é o Holmes? Nossa, ele é mais bonito do que eu imaginava, você falou que ele era lindo, mas nunca que eu ia imaginar que seria tanto assim. –ela tinha que fazer isso? –oi, meu nome é Sofia.
- Prazer. Lizzie, o Kevin mandou falar que é pra você torcer pra ele. –disse o Holmes, com que cara eu olhava pra ele depois de tudo o que a Sofia falou?
- Ah, tudo bem. Valeu por dar o recado. A Beck veio?
- Ah, sua amiga Rebeca né? É a que fica dando em cima do Holmes e você tem ciúmes? –puta, lazarenta, inútil, vá falar merda de outra pessoa.
- Fica quieta Sofia! –eu gritei mesmo, onde já se viu fazer isso?
- Desculpa. –falsa!
- Hum, bom... Acho melhor eu ir andando, mais tarde a gente se fala, Liz. –droga, o Holmes foi embora.
- Sofia, vou ver o Kevin. Já volto. –eu disse.
- Ah, vou com você...
- Não, acho melhor você ficar aqui, e guardar lugar.
Na verdade, eu não queria falar com o Kevin, na verdade eu havia ido atrás do Holmes, pedir desculpas pelo o que aconteceu.
- Holmes, espera!
- Oi Liz, o que foi?
- Queria pedir desculpas, a Sofia não mede o que fala, nem se toca quando está sendo inconveniente. –eu expliquei.
Quer dizer... Tentei explicar, porque quando dei por mim, Holmes estava me beijando! Sim, não era sonho, eu estava ali, ele também. Não conseguia pensar em nada, muito menos lembrar que eu tinha um namorado, agora com um par de chifres na cabeça, mas o beijo dele era o mais perfeito, contagiante, de tirar o fôlego, não tinha uma palavra certa que explicasse tudo que aconteceu quando os lábios dele encontraram o meu. Era inacreditável. Mas o beijo acabou... TRISTEZA!
- Desculpa Liz, não foi por mal... Eu me precipitei...
- Você fala demais Holmes.
- Eu acabei de colocar seu namoro em perigo e você curte o beijo? É por isso que eu gosto tanto de você, gosto do jeito que você é. Você está vermelhinha, sabia?
- Logo imaginei que estaria. Bom, a gente se vê depois? Tenho que falar com o... Kevin.
- Ah, o Kevin, claro. Você gosta mesmo dele, né?
- Hoje em dia está bem difícil de falar sim ou não pra uma pergunta dessas. Desde que te conheci, sei lá, eu tenho pensado muito em você.
- Eu também penso muito em você, não só como minha aluna predileta, nem como a presidente do grêmio, nem como namorada do Kevin. Eu te amo Liz, e acho que nada muda isso.
Ele me deu outro beijo, cada beijo que ele me dava era como desaparecer, sentir só o beijo dele e mais nada, a gente estava em um estádio de futebol, o barulho era imenso, mas eu não ouvia nada, não queria que aquele momento acabasse... Mas acabou, Sofia me viu aos beijos com ele.
- Ah... Eu não vi nada, podem ficar tranqüilos, só queria avisar que a Ctrl Z vai abrir o jogo. A Beck e a Bia estão te esperando no camarim, e elas trouxeram a guitarra, microfone, tudo o que vocês precisam. Pode ir lá, tenho que falar com meu irmão, ele tá está no banheiro, se preparando pra jogar contra Los Angeles.
Eu realmente ia adorar segui-la, porque eu já sabia que ela ia aprontar alguma coisa, mas eu não tinha tempo, tive que correr pro nosso camarim improvisado, e começar o nosso pequeno show. Enquanto rolava o show no estádio, Sofia estava no banheiro masculino, mas não falando com o irmão, mas sim com o Kevin.
- Kevin, sabia que você é muito lindo pra coitadinha da Lizzie? Eu sou muito mais bonita que ela. –sabe aquelas biscates que passam a mão nos namorados dos outros? A Sofia era assim.
- Eu não acho a lizzie feia, pelo contrário, ela é bonita, você também é linda, mas tu nem mora
- Você me beijaria se eu te falasse que a sua namorada bonitinha beijou o Holmes?
- Não, eu gosto de alguém que não é a Lizzie, mas ela mora
- Idiota! –bem feito, bem feito, bem feito.
Entre o show e o jogo, houve um intervalo de cinco minutos, tempo suficiente pra terminar com o Kevin, e ir atrás do Holmes, se ele ainda me quisesse.
- Kevin!
- Lizzie!
- Quero terminar o namoro. –nós dois dissemos juntos.
- Jura? –eu perguntei. –então não tá chateado comigo?
- Não, eu só ia pedir uma ajudinha com a Beck, pode ser?
- Claro. Obrigada por me fazer feliz no ultimo ano, jogador de futebol.
- Eu aprendi muito com você, presidente do grêmio.
E a gente saiu, ele foi jogar, e eu fui procurar o Holmes, mas eu não o encontrei. Encontrei, na verdade, meu pai. Ele disse que tinha uma reunião muito importante não sei onde, e que me levaria para o aeroporto, para que eu voltasse pra casa.
Capítulo 6
Fiquei me perguntando o vôo inteiro se tudo o que tinha acontecido teria sido verdade, ou apenas um sonho, um dejá vu, ou algo do gênero, mas no fundo eu sabia que tudo isso era verdade, sabia que eu estava com o Holmes, e sabia, também, que quando eu chegasse em casa eu conheceria o Steve, e o Charlie. Mas eu mudei um pouco de idéia a respeito de conhecer eles, acho que vai ser bem interessante ter um pai de novo em casa, um irmão deve ser legal também, principalmente por ter a minha idade.
Horas depois, eu já me encontrava em casa, nunca me arrependi tanto de uma coisa quanto aquele dia, eu adorei o Steve. Ele era muito diferente do que eu achei que era. Brincalhão, extrovertido, ele gostava de uma cerveja quase tanto quanto eu, só uma pessoa que eu não havia conhecido ainda, o Charlie. Mamãe me contou que ele havia ido pra Miami com o pessoal, mas que no final do dia ele já estaria
Eram quase meia noite, minha mãe já tinha capotado no sofá, enquanto eu estava mais acordada que nunca, eu não queria ir com o Steve para não deixar minha mãe sozinha, e pra que ele não pensasse que eu era uma irmã maníaca.
- Chegamos! –disse o Steve.
- Oi eu sou a... Holmes?! –bom, eu estava surpresa demais, só que ele não.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
- Pois é, Sofia, meu pai se mudou faz pouco tempo, e eu preciso muito usar a internet, pode me emprestar a sua? –ai, atirei pedra na cruz.
- Pode, vem! –Ainda bem que eu morei aqui e conheço uma turma, se dependesse dela eu juro que pegava o primeiro avião para Los Angeles.
Nada como uma internet boa pra alegrar a vida.
Olá Holmes,
Queria te falar que não vou poder entrar sempre na internet, meu pai ainda não tem internet, então estou usando a de uma amiga minha, mas sempre que eu puder e ela deixar eu tento entrar.
Beijos, te amo. ♥
Bom, acho que eu podia falar que eu o amava, ele disse isso pra mim uma vez, mas será que mandar coração era exagero? Não importa, já tinha mandado mesmo, HAHAHA. Logo a Sofia puxou assunto comigo:
- Esse Holmes é seu namorado?
- Não, meu namorado se chama Kevin, o Holmes é meu professor de violão e meu amigo.
- O Holmes é bonito?
- Sim. –acho que era melhor eu ter ficado quieta.
- Você tem muitos amigos
- Sim, por quê? –droga.
- Me leva com você no meio das férias?
Droga, vaca, biscate, vadia, onde já se viu? Na certa ela vai querer ficar com o Holmes, eu não vou deixar, e também vai querer ficar com o Kevin, nunca devia ter falado com ela... ahhh, chegou e-mail do Holmes.
Olá Liz,
Tudo bem, eu entendo perfeitamente seu problema, mas saiba que já estou com saudade na verdade eu queria estar com você, pelo menos cantando, tocando violão, indo ao clube, ah, só de conversar com você já seria o bastante.
Beijos, te amo mais que tudo aluna. (L)
Ai, ele era tudo e mais um pouco, na minha opinião. Nenhum outro conversava tanto comigo, entendia meus problemas, gostava das mesmas coisas que eu. Ele realmente era meu Deus Grego, acho que eu devia ligar para a Beck e falar o que está acontecendo.
- Alô? Beck? Preciso muito da sua ajuda, sabe, eu não sei o que eu sinto realmente pelo Holmes!